segunda-feira, 29 de novembro de 2010

DICIONÁRIOS – a comunicação e suas afiadas ferramentas.


CONCEITOS: 

▪ conjunto de vocábulos duma língua ou de termos próprios duma ciência ou arte, dispostos alfabeticamente e com seus respectivos significados ou a sua versão noutra língua.
▪ listagem em ordem alfabética das palavras e expressões de uma língua ou um assunto com seus respectivos significados ou sua equivalência em outro idioma.

Indiferente do idioma e de como se define um dicionário, é inegável seu quinhão na fundamentação dos processos de comunicação humana, uma vez que a mesma se distingue da comunicação animal por seu conteúdo simbólico, favorecendo a compreensão, elaboração, interpretação e modificação de signos e símbolos. O uso do dicionário amplia o vocabulário, melhora a fluência e o raciocínio. 

Além de ser a fonte certeira para consultas de palavras ou expressões e seus significados, no dicionário enciclopédico, organizado em ordem alfabética geralmente encontram-se também informações sobre os principais assuntos científicos, humanísticos e artísticos bem como informações sobre a vida de personagens que se destacaram no decorrer da história. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda – MINIAURÉLIO Sec XXI Escolar: o minidicionário da língua portuguesa. 4.ed.rev.ampliada – Rio de Janeiro: NOVA FRONTEIRA, 2001

MINIDICIONÁRIO HOUAISS DA LÍNGUA PORTUGUÊSA/ organizado pelo Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa S/C Ltda. – 2.ed.rev. e aum.- Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ZOOLÓGICOS

A partir das necessidades do homem primitivo de se alimentar, se proteger, se vestir, o mesmo tornou-se zoólogo naturalmente, uma vez que inevitavelmente eram os animais os principais responsáveis pela sobrevivência humana. 

A anatomia e a zoologia faziam-se presentes na vida e no meio destes homens que precisavam observar e caçar os animais para manterem-se vivos. Para o homem caçador a domesticação e criação dos animais tornou-se fundamental para aumentar seus conhecimentos, contribuindo assim para a formação de uma cultura zoológica. 

Zoologia – ramo das ciências naturais que se dedica ao estudo do reino animal em seus diversos aspectos; ciência que trata dos animais.

Zoológicos – locais nas grandes cidades, destinados à exposição permanente e cuidados diários a várias espécimes de animais. Proporcionam a oportunidade de observação/estudo da fauna e realizam importantes pesquisas científicas na área de reprodução de espécies em extinção. 

Como passeio escolar, a visita ao Zoológio, pode se transformar em uma interessante e produtiva atividade, oferecendo aos estudantes de forma prazerosa conhecimentos   diferentes dos vivenciados no espaço escolar.

A partir da aproximação com a diversidade e beleza da fauna /flora os alunos se encantam e recebem orientação sobre os cuidados e perigos existentes no convívio com animais e a importância de preservação das espécies, o que contribui e muito  para a construção da consciência ecológica e a prática da educação ambiental.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda – MINIAURÉLIO Sec XXI Escolar: o minidicionário da língua portuguesa. 4.ed.rev.ampliada – Rio de Janeiro: NOVA FRONTEIRA, 2001

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SUJEITOS EMPREENDEDORES – principais personagens da metamorfose social

No universo profissional, destaque e ascensão dependem de diversas performances, mas com certeza é o perfil do sujeito empreendedor o mais importante. Administrar e cuidar de si, são cuidados mais do que necessários a esses sujeitos, que possuem capacidade de execução, de atingir objetivos, conquistar resultados, de criar e recriar o inexistente ou ler e reler de forma subjetiva sua matéria prima. 

Empreendedores, são pessoas inovadoras, dinâmicas, estratégicas e que sempre encontram-se prontas a se dedicar a atividades de organização, administração e execução , além de serem a mola mestra na geração de riquezas e na transformação de conhecimentos, em prol dos bens, produtos, mercadorias ou serviços necessários para o crescimento social, seja em que nível for.

Para FARIA, o perfil do empreendedor é objeto de muito debate e a sigla CHA, já é bastante usual, na área de Recursos Humanos. Esta sigla designa, ou melhor é a abreviatura ou acrônimo para Conhecimentos, Habilidades e Atitudes. 

Nas histórias, que possuem como personagens essas características pessoas, é possível detectamos diferentes perfis : o empreendedor nato, geralmente os mais conhecidos e aplaudidos, por construírem grandes impérios, iniciados do nada, o empreendedor que aprende de acordo com as circunstâncias, tipo comum, mas que quando menos se espera agarra uma oportunidade e muda sua vida, aprendendo a lidar com as novas situações e a se envolver em todas as atividades do seu negócio. Já o empreendedor serial, garante uma sequência de sucessos, uma vez que esses homens, podem iniciar vários negócios e em grande parte das vezes serem bem sucedidos. Como empreendedor corporativo, temos o profissional que tem estado mais em evidência na atualidade, uma vez que diante da mesma, surge nas grandes organizações necessidades de renovação, inovação e criação de novos negócios. Temos ainda o empreendedor social, que tem a missão de construir um mundo melhor para todos, o empreendedor por necessidade, aquele que cria seu negócio por falta de alternativa, o empreendedor herdeiro, que recebe como herança, além dos bens o legado de fazer crescer e frutificar os negócios de sua família e por último o empreendedor normal, que como o próprio nome indica, é aquele que planeja, minimiza riscos, preocupa-se com os próximos passos de seu negócio e trabalha em função de metas. 

Diante desta vasta gama de personalidades, não podemos esquecer a possibilidade da existência de dois ou mais perfis em um só sujeito, o que com certeza o coloca em um patamar diferenciado e privilegiado. 

Sendo assim, o empreendedorismo pode ser considerado um estilo de vida ou uma forma de pensar, administrar, aprender, aproveitar oportunidades em prol de sucesso pessoal ou profissional, mas que antes de tudo, precisa contar com líderes natos capazes de encarar tantos quantos forem os desafios a eles impostos e transformá-los em felizes conquistas. 

REFERÊNCIAS BIBILOGRÁFICAS:

FARIA, Carlos Alberto de - O PERFIL DO EMPREENDEDOR OU CHA DO EMPREENDEDOR – disponível em http://www.merkatus.com.br/10_boletim/87.htm
acesso em 19/11/2010 

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda – MINIAURÉLIO Sec XXI Escolar: o minidicionário da língua portuguesa. 4.ed.rev.ampliada – Rio de Janeiro: NOVA FRONTEIRA, 2001

acesso em 19/11/2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ARTMAJEUR SILVER AWARDS 2010 - VIRTUAL ART GALLERY - AGOSTO/2010


DARCY RIBEIRO – VIDA E OBRA – BREVE HISTÓRICO


"Nós, brasileiros, somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi crime ou pecado. Nela fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos viveu por séculos sem consciência de si... Assim foi até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de brasileiros..."


Antropólogo, educador, escritor e político brasileiro. A obra deste grande nome do cenário social brasileiro, foi embasada na pesquisa etnológica e numa abundante prática pedagógica, que enalteceu a cultura do país. 

Darcy Ribeiro, nasceu em Montes Claros, Minas Gerais, em 26 de outubro de 1922. Formou-se em Sociologia e Política, pela Universidade de São Paulo, em 1946, trabalhando no ano seguinte no Serviço de Proteção ao Índio. 

Pesquisou tribos indígenas e em 1953 fundou o Museu do Índio. Depois de vários anos dedicados a educação, foi nomeado Ministro da Educação e Cultura (1961). Em 1962, organizou a Universidade de Brasília, da qual foi reitor. 

Chefe da Casa Civil da presidência da República desde 1963, teve seus direitos políticos casados pelo golpe militar de 1964. Como muitos outros intelectuais brasileiros, exilou-se no Uruguai, Chile e Peru, onde ensinou antropologia e regressou ao Brasil em 1976 com várias obras publicadas – O processo civilizatório (1968), Universidade necessária (1969), As Américas e a civilização e Os índios e a civilização (1970) e Teoria do Brasil (1972).

Em 1982, elegeu-se vice-governador do Rio de Janeiro e em 1990, foi eleito senador, posto em que teve uma atuação de destaque. Em 1992 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Além da obra antropológica, Darcy Ribeiro publicou os romances "Maíra", "O Mulo", "Utopia Selvagem" e "Migo". 

 Foi ainda um dos estruturadores e relator da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN 9394/96, promulgada em 1996.

Darcy Ribeiro faleceu em 17 de fevereiro de 1997, vítima de câncer. No seu último ano de vida, dedicou-se especialmente a organizar a Universidade Aberta do Brasil, (Educação a Distância), com início a partir de 1997, e a Escola Normal Superior, para a formação de professores de 1º grau. Dedicou-se ainda a organizar a Fundação Darcy Ribeiro, com sede em sua antiga residência em Copacabana (Rio de Janeiro). 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 

PEREIRA, Fábio - DARCY RIBEIRO: VIDA, OBRA, PENSAMENTO 
UOL EDUCAÇÃO 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

LIDERANÇA E COMPETÊNCIA INTERPESSOAL

Para que um grupo sobreviva integralmente, e cumpra seu papel com êxito,  faz-se necessária a presença de alguém que o guie, o oriente, independente da boa vontade de cada integrante, sendo para isso necessário que  este grupo nomeie por indicação ou apoie a auto-indicação de um chefe ou de um líder. 

Por chefe podemos compreender o indivíduo que interpreta, defende e realiza uma tarefa à frente de todo o seu grupo, aquele que emana a autoridade por ser o portador do direito de exercer um papel saliente no desempenho de sua função. 

Já como líder podemos entender aquele que desenvolve em si, as qualidades que o torna um indivíduo digno de seu título, que possua habilidade de exercer influência e ser influenciado, quando necessário, através de um processo de relações interpessoais adequadas para a obtenção do bem comum. 

Os estilos de liderança podem ser destacados da seguinte forma:

Líderes Ressonantes: são empáticos e expressam bem esse sentimento, compartilham idéias e tomam decisões de maneira colaborativa. São visionários, conselheiros, agregadores, empreendedores, democráticos, carismáticos e servidores. 
 • Líderes Dissonantes: são desprovidos de empatia, e não transmitem confiança, visam benefícios próprios e não coletivos, desenvolvendo com essa postura conflitos ingerenciáveis. Geralmente são agressivos, despóticos, autocráticos e arrogantes. 

Como apoio ao trabalho de um líder e para que ele se faça entender bem , a comunicação torna-se uma relevante e indispensável aliada, uma vez que a mesma praticada com eficiência e clareza, fortalece o relacionamento interpessoal, facilitando a atuação profissional. Para exercitá-la é preciso compreender alguns componentes críticos que distinguem claramente os bons dos maus comunicadores. São eles: 

● auto-imagem ou autoconceito; 
● saber ouvir; 
● clareza de expressão;
● capacidade para lidar com sentimentos de contrariedade; 
● transparência 

Os ruídos na comunicação podem prejudicar o processo, afetando assim o relacionamento interpessoal, sendo para isso imprescindível entender os tipos de comunicação e os fatores que favorecem e os fatores que desfavorecem o trabalho de equipe: 

Os instrumentos empregados na comunicação podem ser verbais ou não verbais. 

COMUNICAÇÃO VERBAL: tem a tendência de se tornar o instrumento preferido das comunicações, ocorre quando alguém utiliza a linguagem oral ou escrita para iniciar o contato.

COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL: ocorre quando os recursos utilizados não pertencem ao verbal: comunicação de gestos, expressões faciais, as posturas, entre outros. 

Portanto, para a comunicação ser autêntica, é necessário que a comunicação verbal esteja em total sintonia com a comunicação não verbal. 

FATORES FAVORÁVEIS: cooperação, organização, comprometimento, planejamento, incentivo, respeito, disponibilidade, conhecimento, poder de negociação, compreender as limitações – as próprias e as do outro, etc. 
FATORES DESFAVORÁVEIS: os conflitos não gerenciados, falta de tempo, falta de interesse e objetivos não comuns a todos. 

"O processo de interação humana é complexo e ocorre permanentemente entre pessoas, sob forma de comportamentos manifestos e não manifestos, verbais e não verbais, pensamentos, sentimentos, reações mentais e/ou físico-corporais."(Fela, 2002) 

O desafio eminente da convivência humana e de relacionamentos, em qualquer grupo social, nos faz refletir e a buscar constantemente o equilíbrio, seja ele pessoal ou profissional, pois nesse processo de interação, o relacionamento interpessoal é e sempre será muito complexo, pois somos dotados de emoções diversas e em nosso íntimo sempre preferimos conviver com pessoas a nós simpáticas. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – CENTRO DE FORMAÇÃO E APREFEIÇOAMENTO DA PRAÇAS 

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda – MINIAURÉLIO Sec XXI Escolar: o minidicionário da língua portuguesa. 4.ed.rev.ampliada – Rio de Janeiro: NOVA FRONTEIRA, 2001 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ORIGAMI - a fascinante arte de apoio pedagógico

ORIGAMI: arte de dobrar papéis com a finalidade de criar formas, objetos sem o uso de colas ou materiais adesivos.


ORIGAMI NA EDUCAÇÃO
Devido ao encantamento e prazer existentes em tal arte, o origami tem ganhado inúmeros adeptos no cenário educacional brasileiro, que vem utilizando-a como ferramenta pedagógica, a fim de estimular o senso estético, apoiar a interatividade e auxiliar o processo ensino aprendizagem em vários conteúdos curriculares. 



  A ÁRVORE DE NATAL     

A árvore de natal (ilustração) é constituída de quatro partes diferentes. 

Para começar, você deve dobrar cada parte usando a técnica mostrada nas etapas 1 a 5. Em seguida, coloque os quatro papéis dobrados sobre a mesa com os lados abertos voltados para você.
Você vai precisar de quatro pedaços de papel de diferentes dimensões: 1. 65 x 65 cm / 2. 50 x 50 cm / 3. 35 x 35 cm / 4. 20 x 20 cm

Etapas:




1. Coloque o papel plano sobre a mesa. Dobre o canto direito inferior juntando-o com o canto esquerdo superior. Certifique-se que o vinco (marca da dobra) esteja visível e desdobre.










2. Dobre o canto esquerdo inferior juntando-o com o canto direito superior e desdobre. Vire o papel, dobrando-o em duas vezes, da direita para a esquerda. Desdobre.









3. Dobre o papel no meio, com a parte inferior em direção à parte superior. Mantenha o papel na parte inferior, colocando um dedo em cada lado, sob as dobras diagonais.









4. Junte seus dedos, de modo a fazer as dobras diagonais coincidirem no meio. Você deve ter quatro triângulos.












5. Dobre a aba frontal à direita e uma parte traseira à esquerda. Aplaine bem o papel para concluir esta etapa.











6. Dobre a seção da base em duas partes e, em seguida, desdobre. Vire o papel de cabeça para baixo e repita o procedimento com o outro lado.









7. Levante a aba esquerda e dobre a ponta da direita inferior para o canto direito, como na ilustração.










8. Segure firmemente a camada direita e achate o pequeno triângulo embaixo para dar forma a uma prateleira.








9. Dobre o pequeno triângulo sobre si mesmo, deslizando-o sob a aba superior, como na ilustração.







10. Levante a aba direita e mova a parte inferior da aba em direção ao canto direito do papel. Em seguida, repita as etapas 8 e 9.









11. Com o papel sobre a mesa, levantar a ponta esquerda. As "prateleiras" do lado direito são ligeiramente achatadas.









12. Levante o canto esquerdo inferior da prateleira e dobre-o no canto esquerdo do papel, como mostrado.








13. Aplaine o triângulo e introduza-o sob as camadas, como na etapa 9. Você deve agora ter três prateleiras.








14. Vire o papel de cabeça para baixo, com a parte inferior das prateleiras apontadas para a sua direção. Dobre a ponta direita no canto superior.








15. Aplaine a aba que você criou na etapa 14 e introduza-a a sob as camadas de papel à esquerda.









16. Faça as outras três partes (etapas 6 a 16) e, em seguida, monte-as, inserindo as bordas de uma no "pocket" da outra.





 Adaptado de

domingo, 21 de novembro de 2010

FEIRA DE TECNOLOGIA, EDUCAÇÃO E CULTURA COLÉGIO METRÓPOLE

A Mostra intitulada “Feira de Tecnologia, Educação e Cultura”, realizada em 20 de novembro de 2010 entre 13:30 e 17:30 teve como idealizadores o corpo administrativo, docente e discente do Colégio Metrópole, realizou-se nas dependências da escola e no anexo do Hipermercado Via Brasil Barreiro. 

A feira contou com a colaboração em massa dos alunos dos cursos Técnicos de Edificações/Construção Civil, Segurança do Trabalho, Meio Ambiente, Instrumentação e Automação Industrial,  Ensino Médio (suplência) e profissionais da instituição, que criaram ambientes, elaboraram projetos e os praticaram na mesma. 

O evento foi de grande relevância informativa e integradora uma vez que enfocou o conhecimento, a criatividade, a organização e a capacidade cognitiva dos estudantes, através da criação de objetos, painéis, salas ambientes, trabalhos feitos com materiais recicláveis, slides, explanações e comentários pertinentes aos temas. 

 
Conjunto separador de sólidos
   protótipo de elevador
 

 CONTROLE GSM
 Processos Industriais
 granito ecológico
 
  Segurança do Trabalho
 Maquetes
 Sala Cultura Mineira

 
 Slides e cartazes

RECICLAGEM - arte em jornal
 
  alimentos orgânicos

Espaço  Arte Educação - Educação Infantil

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A ÚLTIMA LIÇÃO – Randy Pausch

Quando Randy Pausch, professor da Carnegie Mellon University, subiu ao palco diante de um público de quatrocentas pessoas para apresentar sua palestra de despedida, ele não havia pensado em falar sobre a sua morte. Diagnosticado com um câncer terminal de pâncreas, ele queria falar sobre a vida, sobre tudo aquilo que mais estimava. Como aproveitar um tempo tão limitado? O que temos de mais precioso a ensinar a nossos filhos? 

Cinqüenta dias depois, a palestra já havia percorrido o mundo pela internet, comovendo a milhões de pessoas. Neste livro, Randy Pausch combina humor, inspiração e inteligência numa lição surpreendente, uma história de coragem, alegria de viver e sonhos realizados. Uma herança generosa para futuras gerações.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O PROCESSO EDUCACIONAL E OS DESAFIOS DA ERA TECNOLÓGICA

 
 Um novo desafio para a educação e consequentemente para as unidades escolares e seus estudantes, (principalmente os de EaD, que possuem um perfil diversificado, mas que acima de tudo dependem das tecnologias), tem sido a complexidade do momento histórico e seus processos de construção de identidade pessoal diante da interatividade social em decorrência dos contemporâneos modos de viver, ler, aprender e pensar, que a cada dia tornam-se mais complexos diante das mídias educacionais que se atualizam numa assustadora velocidade, e submetem os atores educacionais a um severo acompanhamento. 

Em contrapartida a tecnologia, oferece a comunidade escolar, uma infinidade de recursos, através de um cardápio variado de ferramentas e informações que necessitam ser gerenciadas e utilizadas com responsabilidade e autenticidade para o melhor aproveitamento da mesma.

Há tempos não muito distantes, o conhecimento existente nas escolas baseava-se em um modelo pedagógico autoritário, ou seja centrava-se na atuação do professor, que ministrava suas aulas transmitindo ou transferindo conhecimentos ao aluno, que para aprender precisava permanecer em silêncio, repetindo e decorando o conteúdo a ele imposto. Na atualidade, era da informação e das tecnologias percebemos importantes mudanças nesse cenário, onde o professor transmissor do conhecimento passa a mediá-lo, a viabilizá-lo e a problematizá-lo em prol da aprendizagem do discente.

Moran (1997, 2001 e 2003) e Assmann (2000) destacaram o processo de metamorfose da aprendizagem na sociedade da informação. Para eles, novas estratégias de ensino-aprendizagem foram e estão sendo engendradas com o uso das novas tecnologias da informação e da comunicação no campo da educação. Com a internet, alunos e professores introduzem formas diferentes de lidar com a informação e com o conhecimento. 

A dinâmica, aprender/ensinar em tempos contemporâneos, diante das tecnologias midiáticas e educacionais, tornou-se um novo desafio para toda a comunidade escolar, onde a expressão dos sentidos, inteligência, atualização, dentre outros, precisam andar de mãos dadas com o respeito à subjetividade humana, tornando-se grandes aliados no processo educativo. 

Sendo assim, diante da sociedade da informação, e do manuseio de suas ferramentas, curiosidade e astúcia são habilidades indiscutivelmente relevantes que viabilizam a construção do atual perfil discente, que resultará no alcance das competências necessárias para a construção do conhecimento, o destaque e ascensão sociais

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CRUZ, José Marcos de Oliveira - PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 
acesso em: 12/11/2010 

MINIDICIONÁRIO HOUAISS DA LÍNGUA PORTUGUÊSA/ organizado pelo Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa S/C Ltda. – 2.ed.rev. e aum.- Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

JOSÉ BENTO MONTEIRO LOBATO – VIDA E OBRA BREVE HISTÓRICO

"Escrever é gravar reações psíquicas. O escritor funciona qual antena - e disso vem o valor da literatura. Por meio dela, fixam-se aspectos da alma dum povo, ou pelo menos instantes da vida desse povo."


José Bento Monteiro Lobato, foi um dos mais influentes escritores brasileiros de obras infantis do século XX, um importante editor de livros inéditos, autor de importantes traduções e também o primeiro a buscar uma linguagem mais descontraída e direta para chegar aos pequenos leitores. Dedicou-se a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia encontram-se lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil. 

Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882 em Taubaté, no Estado de São Paulo. Depois de se formar, em 1904, na Faculdade de Direito de São Paulo, residiu durante sete anos em Areias SP, onde trabalhou como promotor público. Abandonou o cargo e, por algum tempo, viveu na fazenda que herdara do avó. Foi nessa época que começou a publicar os primeiros contos em O Estado de São Paulo.

Em 1918, editou seu primeiro livro de contos, Urupês, com grande sucesso, e iniciou-se no campo editorial. A menina do Narizinho Arrebitado (1921), seguido por Reinações de Narizinho , saiu do prelo com 50 mil exemplares. É a primeira obra do ciclo do Sítio do Picapau Amarelo, que revolucionaria a literatura infanto-juvenil brasileira. 

Os personagens saíam da cabeça de Lobato, para as páginas dos livros e, até hoje, continuam na memória de muita gente, o que o levou a ganhar inclusive uma série na televisão: O Sitio do Picapau Amarelo, onde uma das personagens mais queridas é uma boneca de pano, de nome Emília, que fala sem parar, é curiosa e encantadoramente atrevida. Todos os outros personagens também chamavam muita atenção, como Pedrinho e Narizinho, crianças independentes, criativas e corajosas, Tia Nastácia, personagem de muita autonomia, sempre era lembrada por seus bolinhos e quitutes, Dona Benta, a vovó, sempre sábia e habilidosa, explicava tudo às crianças, Visconde de Sabugosa, um sabugo de milho, muito sabichão e a charmosa Cuca, vilã que aterrorizava a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra, que até hoje encantam muitas crianças.

Também foi o criador do personagem Jeca Tatu, resultado de seu comprometimento com as grandes causas de seu tempo, engajou-se em campanhas por saúde, defesa do meio-ambiente, reforma agrária e petróleo, entre outros temas que continuam atuais. Ele arrebatava o público com artigos instigantes, que hoje, vistos de longe, constituem um precioso retrato de época, um painel socioeconômico, político e cultural do período.

O humor também era importante. Monteiro Lobato tinha uma maneira envolvente de contar as histórias e transportava as crianças para outros mundos. Em meio a diversão suas obras também ensinavam aritmética, gramática, ciências, entre outras boas pitadas de conhecimento. 

Muitos livros de Lobato se esgotavam logo após o lançamento. Meses e até anos se passavam até que uma nova edição chegasse as livrarias e quando os leitores não conseguiam encontrar o livro desejado, corriam ao escritor, através de cartas na esperança de que ele pudesse ter algum exemplar. Também através de correspondências, muitas crianças de famílias sem recursos, solicitavam-lhe suas obras e sempre que possível, as recebiam. 

A vivência do escritor marcou a sua obra literária, tendo afirmado-o como autor regionalista, o que o levou a criticar a Semana de Arte Moderna de 1922 como "estrangeirismo". A vida de Monteiro Lobato foi também marcada por iniciativas editoriais e políticas. Foi preso em 1941, por atacar a política Vargas em relação ao petróleo e acabou falecendo em 1948, já confirmado e referendado como um dos maiores expoentes da cultura nacional, tendo deixado como herança, uma vasta e importante obra literária.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 

RAFFAINI, Patrícia - Revista de Divulgação Científica Para Crianças – Ciência Hoje das Crianças. Ano 22, número 205. Setembro de 2009. p. 2 - 5 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ARTE – por que ensiná-la?


No que diz respeito ao gênero e baseado em teóricos modernos, a arte pode ser vista, como todo trabalho criativo, ou seu produto, que se faça consciente ou inconscientemente com intenção estética, isto é, com o fim de alcançar resultados belos, respeitando a expressão da subjetividade humana. O aperfeiçoamento das habilidades do artista, seja ele pintor, escultor, arquiteto, músico, escritor, dramaturgo, cineasta, torna-se necessário para que a comunicação possa ser estabelecida com o público naquilo que ele concebe, possibilitando a interpretação, explicação e dramatização do mundo em que vive, em todos os seus aspectos. 

A arte está sempre ligada às circunstâncias históricas e geográficas, o que pode ser comprovado através de registros cronológicos dos fatos.

A expressão estudo das belas-artes e das artes aplicadas, pode alcançar uma variedade de abordagens intelectuais, desde a catalogação de coleções de museus, onde o principal objetivo é estabelecer um conjunto de informações factuais sobre cada objeto, até divagações filosóficas sobre as relações entre a arte e a sociedade ou a natureza da beleza. 

Como disciplina acadêmica, a história da arte se desenvolveu na Alemanha no século 19, mas suas origens são bem mais antigas. 

No século 20, a história da arte passou de categoria um tanto elitista para a de uma matéria comum nos currículos escolares. 

REFERÊNCIA BILIOGRÁFICA: 
MINIDICIONÁRIO HOUAISS DA LÍNGUA PORTUGUÊSA/ organizado pelo Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa S/C Ltda. – 2.ed.rev. e aum.- Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

BIOLOGIA – por que ensiná-la?

 
Informações biológicas adquiridas através de estudos e experimentos, datam da época pré-histórica. Em sua  rústica condição de caçador e coletor, o homem primitivo conheceu diferentes tipos de animais e plantas e, mais especificamente, o comportamento dos primeiros, assim como os períodos de frutificação das espécies vegetais de que se alimentava, o que pode ser observado nas representações de animais em pinturas rupestres. 

Estudos reconhecidos revelam que os babilônicos, por volta de 1800 a.C. , já conheciam o dismorfismo sexual das tamareiras. Em papiros e baixos-relevos foram também achadas descrições anatômicas de animais e do corpo humano, assim como estudos sobre os tecidos das plantas cultiváveis. Os antigos egípcios dispunham ainda de conhecimentos sobre plantas e óleos vegetais, que aplicavam às técnicas de embalsamamento. 

No final do século XX, novos desafios, as questões ambientais e novas moléstias , como a AIDS por exemplo, levaram as ciências biológicas a uma maior interdisciplinaridade, poder, síntese e precisão. 

Biologia ( do grego - βιος - bios = vida e λογος – logos) é o agrupamento das disciplinas que têm por objeto os seres vivos. Estuda portanto a estrutura, as funções , a evolução e as interações das várias formas de vida entre si e com o meio que o cerca. Divide-se em campos específicos de acordo com os tipos de organismos estudados: botânica para plantas, entomologia para insetos, e ssim por diante. É ainda mais subdividida em níveis de estudo, indo de biologia molecular, a assunto da bioquímica, até comunidades inteiras de plantas ou animais, que formam o assunto de ecologia. A biologia também inclui a história da vida na Terra. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 

CLÁZIO & BELLINELLO. Biologia (Volume único). Editora Atual, 1999. 

MARCONDES, Ayrton. Biologia e Cidadania, 3 volumes. Escala educacional, 2008.
 
SOARES , José Luis. Biologia no terceiro milênio 1, Editora Scipione, 1999.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CHARLES ROBERT DARWIN – VIDA E OBRA – BREVE HISTÓRICO

" Na sobrevivência dos indivíduos e raças favorecidas, durante a luta constante e recorrente pela existência, vemos uma forma poderosa e incessante de seleção."

Charles Robert Darwin, nasceu em Shrewsbury, Reino Unido, em 12 de fevereiro de 1809, em uma afortunada e culta família. Seu pai, Robert Waring Darwin, foi médico respeitado. Ele era o quinto filho do casamento de Robert e Susannah e dividia a atenção dos pais com seu irmão (Erasmus) e suas quatro irmãs (Marianne, Caroline, Susan e Catherine).

Em 1825 Darwin foi para Edimburgo estudar medicina, carreira que abandonou por não suportar as dissecações. Contudo interessou-se pelas ciências naturais. Matriculou-se a seguir no Christ’s College, em Cambridge, decidido a ordenar-se, embora não tivesse vocação religiosa. Ali se tornou amigo do botânico John Stevens Henslow, que o aconselhou a aperfeiçoar seus conhecimentos em história natural. 

Darwin tinha 22 anos e acabara de sair da universidade, quando juntou-se ao navio de pesquisa naval Beagle, como Geólogo e naturalista, para uma viagem de cinco anos ao redor do mundo. Quando chegou as costas do Brasil, aportando na Bahia e depois no Rio de Janeiro, estudou as plantas, os animais. O navio seguiu depois para a Patagônia, as ilhas Malvinas e a Terra do Fogo. Darwin conheceu também as ilhas Galápagos, a Nova Zelândia, a Austrália, a Tasmânia, as Maldivas, toda a costa ocidental da América do Sul, do Chile ao Peru. Bem como as ilhas Keeling, Maurício e Santa Helena. Desembarcou em Falmouth a 2 de outubro de 1836, depois de quatro anos e nove meses. Darwin sempre comparava animais vivos com seus achados fósseis e também as diferenças entre espécies que ocorriam de lugar a lugar e quando voltou à Inglaterra, descobriu com o auxílio de outros cientistas, que havia 14 diferentes espécies de uma ave, os tentilhões, espalhadas nessas ilhas, com bicos completamente diferentes. 

As formas diferentes de bicos se adaptam melhor ao tipo de comida que está disponível na ilha em que vivem. Observou também rochas, planícies, montanhas, plantas e animais de lugares muito diferentes e aprendeu com pessoas de culturas muito diversas, questionando tudo e tentando explicações para os fenômenos que via. 

O resultado final de suas experiências e seu conhecimento prático da variação e criação a partir das próprias plantas e animais de seu jardim transformaram-se em seu livro: A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural, ou a Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Vida (1859), geralmente chamado apenas de A Origem das Espécies. Nele, Darwin se propôs demonstrar que os organismos tendem a produzir prole ligeiramente diferente dos pais e que o processo de seleção natural tende a favorecer aqueles que melhor se adaptam ao meio ambiente. Alguns indivíduos tem características que os tornam mais aptos para sobreviver e maiores chances de se reproduzir e transmitir suas características a seus descendentes e com o tempo, espécies distintas vêm a se desenvolver, o que posteriormente, alguns cientistas revelaram. 
A princípio Darwin revelou suas conclusões apenas a um  pequeno grupo de amigos, até que, animado por uma carta na qual o zoólogo britânico Alfred Russel Wallace lhe anunciava um trabalho com conclusões semelhantes, preparou um resumo de seu estudo, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life (1859): (Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural ou a conservação das raças favorecidas na luta pela vida). 

O livro colocou Darwin no centro de provocantes polêmicas e férvidas discussões. Um dos grandes defensores e divulgadores da teoria, foi o biólogo e naturalista Thomas Henry Huxley. A publicação de mais três livros aprofundou as explicações sobre a teoria da seleção natural. 

De caráter simples, extremamente apegado à mulher (Emma Wedgwood) e aos filhos, Darwin dedicou sua vida à ciência, apesar da pouca saúde. Sua obra revela  simplicidade e cuidado, que despertaram a simpatia e a amizade de todos, que admiravam seu caráter e respeitavam-no como cientista. Darwin morreu de um ataque cardíaco em Down, a 19 de abril de 1882.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Empresa Folha da Manhã S.A., 1996
Encarte das edições de domingo da Folha de S. Paulo de março a dezembro de 1996.

Grande Enciclopédia Barsa – 3ª ed. – São Paulo: Barsa Planeta Internacional Ltda., 2004

MOREIRA, Ildeu de Castro - Revista de Divulgação Científica Para Crianças – Ciência Hoje das Crianças. Ano 21, número 205. Setembro de 2008. p. 3 - 10 

UOL EDUCAÇÃO
acesso em 10/11/2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS


A organização federativa garante que cada sistema de ensino é competente e livre para construir, com a respectiva comunidade escolar, seu plano de universalização e de ampliação do Ensino Fundamental. Cada sistema é também responsável por refletir e proceder a convenientes estudos, com a democratização do debate. O plano adotado pelo órgão executivo do sistema é regulamentado, necessariamente, pelo respectivo órgão normativo. Portanto as Secretarias de Educação e os Conselhos de Educação precisam se articular. 

No Plano de Implementação do novo Ensino Fundamental, é imprescindível conter, por exemplo: 

• estudo da demanda de matrículas no Ensino Fundamental
• planejamento da quantidade de turmas no Ensino Fundamental
• estudos e medidas necessárias ao redimensionamento da Educação Infantil, de forma a não prejudicar a oferta e a qualidade, preservando sua identidade pedagógica
• redimensionamento do espaço físico
• reorganização do quadro de professores, quando necessário
• formação inicial e continuada de professores e demais profissionais da Educação
• adequação e aquisição de mobiliário e equipamentos
• adequação e aquisição de material didático-pedagógico
• garantia de transporte e merenda escolar
• reorganização administrativa necessária para as escolas e para a Secretaria de Educação
• processos de avaliação, especialmente para o ciclo da infância (três primeiros anos). 

As orientações normativas e pedagógicas para a construção do referido plano encontram-se nos Pareceres nº 06/2005 e nº 04/2008 e nos documentos do MEC referentes ao programa de implantação do Ensino Fundamental em nove anos. 

FONTE: 

Revista de Divulgação Científica Para Crianças – Ciência Hoje das Crianças. Ano 22, número 203. Julho de 2009. Encarte

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA – CURRÍCULO




O Ensino Fundamental ampliado para nove anos de duração é um novo Ensino Fundamental, que exige uma proposta pedagógica própria para ser desenvolvida em cada escola (Parecer CNE/CEB n° 4/2008). 

Portanto, um novo Ensino Fundamental requer um currículo novo. À palavra currículo associam-se distintas concepções. Diferentes fatores sócio-econômicos, políticos e culturais contribuem para que currículo venha a ser entendido como: 

a) os objetivos a serem alcançados por meio do processo de ensino (Lei nº 9.394/96; Parecer CNE/CEB nº 7/2010, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica; Parecer CNE/CEB nº 11/2010, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental);
 b) as áreas do conhecimento (art. 26 da Lei nº 9.394/96; Parecer CNE/CEB no 11/2010, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental);
c) matriz curricular definida pelos sistemas de ensino (art. 26 da Lei nº 9.394/96); 
d) oferta equitativa de aprendizagens e consequente distribuição equitativa da carga horária entre os componentes curriculares (Lei nº 9.394/96; Parecer CNE/CEB nº 18/2005); 
e) as diversas expressões da criança (Ensino Fundamental de 9 (nove) anos de duração; orientações pedagógicas para a inclusão das crianças de 6 anos de idade); 
f) os conteúdos a serem ensinados e aprendidos (Lei nº 9.394/96; Parecer CNE/CEB nº 4/2008; Ensino Fundamental de 9 (nove) anos de duração; orientações pedagógicas para a inclusão das crianças de 6 (seis) anos de idade); 
g) as experiências de aprendizagem escolares a serem vividas pelos alunos;
h) os processos de avaliação que terminam por influir nos conteúdos e nos procedimentos selecionados nos diferentes graus da escolarização. 

O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Básica organizou dois documentos de orientação pedagógica, com o objetivo de subsidiar a discussão sobre currículo escolar.

No ano de 2007, as escolas públicas brasileiras e as secretarias de educação estaduais, municipais e do Distrito Federal que, no Censo Escolar 2006 declararam ter ampliado o ensino fundamental para nove anos de duração receberam a publicação “Ensino Fundamental de Nove Anos: orientações pedagógicas para a inclusão das crianças de seis anos de idade”. 

O documento possui uma coletânea de textos elaborados por especialistas brasileiros: 

• A infância e sua singularidade 
• A infância na escola e na vida: uma relação fundamental 
• O brincar como um modo de ser e estar no mundo.
• As diversas expressões e o desenvolvimento da criança na escola. 
• As crianças de seis anos e as áreas do conhecimento 
• O letramento e a alfabetização no ensino fundamental: pensando a prática pedagógica 
• A organização do trabalho pedagógico: alfabetização e letramento como eixo 
• Avaliação e aprendizagem na escola: a prática pedagógica como eixo da reflexão 
• Modalidades organizativas do trabalho pedagógico: uma possibilidade 

No início do ano de 2009, todas as escolas públicas brasileiras e as secretarias de educação estaduais, municipais e do Distrito Federal receberam a publicação “Indagações sobre Currículo”, elaborada pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação. São 5 cadernos que proporcionam reflexões em torno do currículo e que propõem o estudo coletivo nas escolas e nos sistemas de ensino. 

A publicação consta dos títulos: 

• Currículo e Desenvolvimento Humano
• Educandos e Educadores: seus direitos e o currículo
• Currículo, Conhecimento e Cultura 
• Diversidade e Currículo 
• Currículo e Avaliação.

Ressalta-se que o referido documento foi elaborado na perspectiva de ampliar o debate sobre concepções curriculares para a educação básica. Assim, mais do que sua elaboração e distribuição se espera a realização de discussões compartilhadas com os sistemas de ensino, a reflexão e questionamentos sobre a concepção de currículo e seus desdobramentos no interior de cada escola. 

Dessa forma, o MEC espera deflagrar, em âmbito nacional, um processo de debate, nas escolas e nos sistemas de ensino, sobre a concepção de currículo, seu processo de elaboração e seus desdobramentos. Vale destacar que o referido documento tem como objetivos:

- Propor a reflexão curricular por meio do estudo e debate de eixos organizadores que o constituem; 
- Subsidiar os estudos sobre concepção curricular com a finalidade de que professores, gestores e demais profissionais da área educacional ampliem seus conhecimentos e a compreensão sobre a concepção de currículo que ora o Ministério coloca em debate;
- Subsidiar a análise e a elaboração das propostas curriculares dos sistemas de ensino e dos projetos pedagógicos das unidades escolares; 
- Fortalecer na escola a constituição de espaços e ambientes educativos que possibilitem a aprendizagem, reafirmando a escola como espaço do conhecimento, do convívio e da sensibilidade, condições imprescindíveis para a constituição da cidadania;
- Subsidiar a reflexão sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de nove anos. 

FONTE:
Revista de Divulgação Científica Para Crianças – Ciência Hoje das Crianças. Ano 22, número 204. Agosto de 2009. Encarte.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

REGIMENTO ESCOLAR: conceito e reformulação





A legislação educacional vigente, estruturada a partir da compreensão de gestão democrática, define o Regimento Escolar como instrumento legal, resultante de uma construção coletiva, que deve refletir o projeto político-pedagógico da instituição e regulamentar a organização administrativa, didático-pedagógica e disciplinar da unidade escolar, reconhecendo as relações dos sujeitos envolvidos no processo educativo. 

Uma vez, que as regras e parâmetros de convivência coletiva foram estabelecidas através do Regimento Escolar, é ele que irá garantir a organização e o funcionamento da escola, regulamentando as relações de toda comunidade escolar, estimulando a promoção da cidadania e garantindo os direitos e o respeito às diferenças. 

Para uma melhor compreensão dos objetivos propostos, o Regimento deve ser um documento claro, de fácil entendimento e que traduza as construções e os avanços produzidos pelo elenco escolar, sendo imprescindível a sua reformulação, diante da reestruturação do Ensino Fundamental, que a partir daí passou a ter nove anos de duração e uma nova dinâmica.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

AQUÁRIO MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE

A capital mineira possui hoje o maior aquário de água doce do País. O aquário tem aproximadamente 3 mil metros quadrados, e é o primeiro a retratar exclusivamente a vida na Bacia do São Francisco.

Resultado de uma parceria entre a Prefeitura e o Ministério do Meio Ambiente, as obras do aquário começaram em 2006, com a meta de promover a conservação da vida aquática do Velho Chico por meio de exibições dos ecossistemas e de sua interpretação, educação e pesquisa. Além disso o Aquário da Prefeitura de Belo Horizonte, configura-se como local para conhecimento de aspectos socioambientais e culturais das populações que ocupam as margens do Rio São Francisco.

O Serviço de Educação Ambiental da Fundação Zoo-Botânica será responsável por desenvolver e aplicar estratégias educativas junto ao público visitante, para que todos possam ser conscientizados a respeito da utilização da água e na preservação de uma das principais bacias hidrográficas brasileiras. Para receber os peixes, foi realizada uma sofisticada ambientação com pedras, areia e cascalho, pedaços de madeira curtidos, além de plantas aquáticas.

No aquário São Francisco (tanque maior), a cenografia conta com peças moldadas em resina e em fibra de vidro, e pintadas com tinta especial. Assim, os visitantes têm a impressão de ver a estrutura de níveis que compõem um leito de rio, inclusive com sua gradação de cores e texturas.

O aquário em detalhes

• 1.200 peixes de 50 espécies
• 22 tanques nos dois pavimentos com 1 milhão de litros de água.
• Espécies como pirambeba, piau-três-pintas, mandi prata, cascudo e surubim.
• Aquário São Francisco, com capacidade para 450 mil litros de água, representando um "braço" do Velho Chico, com uma cenografia que apresenta tanto a margem quanto o fundo do rio.
• Auditório, espaços para exposição de lúdicos, jardins, laboratório, lagoa marginal, lanchonete e lojinha.

O Aquário localiza-se no Jardim Zoológico (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha).


FONTE: